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Vivemos em uma sociedade dinâmica, com muitos desafios e assuntos para refletirmos. Este espaço é dedicado para que possamos ter um canal aberto com pensadores contemporâneos de diversos segmentos que nos tragam sempre um pensar novo sobre algum tema relevante.
Espero de alguma forma que você goste, e se quiser nos indique um assunto para abordamos.
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A Constituição Federal declara que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Então, por que ainda discutimos a discriminação? Na verdade, ela é histórica e sempre existiu, sendo praticada pelos indivíduos, pelos governos e pela própria sociedade.
Basta voltarmos ao passado e lembrarmos a época em que o Brasil foi colônia de Portugal. Quantos negros escravos nosso país recebeu no final do século XVIII, sem saber que dali em diante começaria uma triste história de diferenças raciais. Mas não adiantou tentar separar ou classificar as pessoas pela quantidade de melanina existente em suas peles, pois a miscigenação em nosso país é enorme e somos definidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por brancos, pardos, pretos, amarelos ou indígenas. Quase todo brasileiro carrega genes dos índios e dos negros.
E por que essa diferenciação causa tanto reboliço, se temos outras tantas marcas que nos diferenciam, como por exemplo, a cor de nossos cabelos e a nossa estatura. E pensar que um dia registravam-se a cor da pele nas carteiras de identidade.
A mestiçagem é uma das formas eficazes contra o racismo e um dos caminhos a ser trilhado ao longo dos tempos para a democracia racial. Hoje, podemos contar com instituições diversas e comissões nas esferas de poder que lutam, através de políticas públicas, pelo combate à discriminação.
Mas não adianta conscientizarmos parte da população. O ideal é que o próprio brasileiro, que pratica a discriminação com o seu próximo, entenda-se em seu contexto histórico e reavalie conceitos que não o levam a lugar algum. Já está na hora de abrirmos os jornais e não encontrarmos registros do ódio devido a uma diferença de pigmentação. Esse fato demonstra atraso e essa é justamente uma palavra que deve ser banida do dicionário cotidiano brasileiro.
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. Dia Internacional da Mulher (veja mais)
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